VIDA BOEMIA E POESIA
   
 
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" ALUSÃO AO NADA "  

Nada sou, nada és;

Nada somos se pensarmos em sermos nada.

Nada de guerra;

Nada de Paz;

Nada de desamor em nossos horizontes de nada.

Nada temos quando sonhamos com o nada.

O nada da ganância;

O nada da inveja;

O nada da arrogância.

De tanto sermos nada,

aprendemos que o nada torna-se pura ilusão,

aos olhos de quem já deixou de ser nada.

Neste mundo de nada, temos que ser, aparecer;

Nem que for só um pouco de um mais nada.

Basta ! agora exigimos

O nada de angustia;

O nada de desilusão;

O nada de depressão.

Seremos, a partir de hoje, não só um mais nada

para as nossas amadas.

Amaremos tudo aquilo que ontem para nós era coisa alguma.

Só assim, perceberemos o valor desta referência vaga

em nossas vidas.

Agora, antes de mais nada,

essa não existência, baterá mais forte em nossos humildes corações,

que já não suporta mais

Nada.

Jorge Mendonça 13/05/05



Escrito por Jorge Mendonça às 14h58
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